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Quinta-Feira, 09 de Setembro de 2010
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Reforma antecipada na TAAG custa USD 29 milhões PDF Imprimir e-mail
05-Fev-2010
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Cerca de 29 milhões de dólares norte-americanos é o montante que as Linhas Aéreas de Angola (TAAG) deverão empregar em indemnizações no processo em que a companhia pretende livrar-se de dois mil empregados, com os quais encara cessar os contratos de trabalho de forma amigável, soube este jornal.

Trata-se de um processo lançado na segunda metade do ano passado visando eliminar a força de trabalho excedentária por via da reforma antecipada de metade dos empregados da companhia aérea angolana de bandeira.

A comissão de gestão da TAAG que entrou em funções em Novembro de 2008, depois do afastamento do último Conselho de Administração, verificou ao chegar à companhia que existiam cerca de dois mil trabalhadores a mais, razão pela qual a empresa incorria em gastos gigantescos, tornando-se menos competitiva que as suas congéneres de Angola e do estrangeiro.

Para contornar a situação, a comissão de gestão liderada por Pimentel Araújo decidiu abrir um processo de reforma antecipada que inclui um pacote de incentivos para a demissão voluntária de trabalhadores. O primeiro passo, que incidiu fundamentalmente na realização de palestras a nível de todos os sectores, serviu para sensibilizar os funcionários e informá-los sobre o que se pretendia com a medida.

No segundo semestre do ano passado começou, entretanto, a vigorar o processo que conta com uma grande aceitação de acordo com Pimentel Araújo, coordenador da Comissão de Gestão, quando, na quinta-feira, 28, que falava à margem do encontro anual dos delegados da companhia no exterior.

De acordo com Pimentel Araújo, o processo está a resultar bem-sucedido, mesmo pelo facto de até àqueles dias, mais de 800 trabalhadores terem aderido e 400 outros já terem assinado a cessação de contrato de trabalho.

Segundo o Coordenador da Comissão de Gestão da TAAG, o pacote de incentivos à reforma antecipada foi criado porque a empresa não tinha a intenção de despedir ninguém, possuindo, no entanto, a necessidade de concretizar com êxito uma relação de eficiência entre a força de trabalho e os recursos materiais e financeiros da companhia.


Fonte: Semanário Angolense, 5 Fevereiro de 2010
 
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