| Universidade Katyavala "herda" dívida invisível de 54 milhões de Kwanzas |
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| 04-Fev-2010 | |
![]() Se até há bem pouco tempo andou às escuras em relação a questões que se prendem com o funcionamento das unidades anteriormente afectas ao Centro Universitário de Benguela, passados que estavam três meses desde o início das suas actividades, a Reitoria da Universidade Katyavala Bwila (UKB) sabe, agora que começou já a fazer o diagnóstico sobre o estado do ensino superior na sua área de jurisdição, que terá de pagar uma dívida avaliada em 54 milhões de Kwanzas, cuja origem prevalece oculta. No rescaldo da primeira reunião do Conselho de Direcção, há sensivelmente uma semana, o Magnífico Reitor, Paulo de Carvalho, falou de um diagnóstico sombrio, sobretudo pelas dívidas que um dia chamou de "avultadas e absurdas". De acordo com o responsável, as escassas informações disponíveis foram prestadas pelos novos decanos, curiosamente no dia em que teve início o diagnóstico há muito esperado. "Tínhamos solicitado uma série de informações que não nos foram facultadas, por isso só hoje começámos a fazer a avaliação", explicou. Segundo o Magnífico Reitor, os números, em grande medida obtidos junto das entidades credoras, são estimados por defeito, daí a possibilidade de outros débitos. Por ora, é ponto assente que a Reitoria desconhece a proveniência das dívidas, neste momento documentadas, mas não justificadas. "Portanto, é um elemento que atesta as dificuldades que estamos a encontrar, para além da entrega tardia de viaturas que se encontravam num local que nada tem a ver com a Katyavala", frisou. Apesar de estar a remar contra a maré de dificuldades, a Universidade continua a trabalhar para ver materializados os seus objectivos, que se resumem na dinamização do ensino superior nas províncias de Benguela e de Kwanza Sul, conforme o programa de governo do partido no poder. Assim é que a reunião do Conselho de Direcção determinou para 12 de Março o arranque do próximo ano lectivo, estando garantidas 1.030 vagas para os 13 cursos existentes na instituição. Em resposta ao défice de actividades de natureza científica, foi aprovado um programa que contempla três ciclos de conferências, sendo que haverá uma de cariz regional, prevista para Junho do ano em curso. Por outro, o encontro aprovou o plano de desenvolvimento institucional para até 2035, por intermédio do qual serão definidas todas as políticas inerentes ao salto que se projecta. Com tentáculos nas cidades de Benguela, Lobito e Sumbe, a UKB funcionará com três faculdades — Direito, Economia e Medicina, três Institutos Superiores, um dos quais Tecnológico, e um Instituto Superior de Ciências de Educação. Fonte: Angolense, 4 de Fevereiro de 2010 |
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